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Salário médio do síndico no Brasil é de R$ 1.520 e censo aponta falta de profissionalização no setor

Publicado em: 05/12/2025

Salário médio do síndico no Brasil é de R$ 1.520 e censo aponta falta de profissionalização no setor

O Censo Condominial 2025/26, consolidado com dados do IBGE, da Receita Federal e da plataforma uCondo, traz um panorama detalhado da realidade dos condomínios brasileiros e evidencia a necessidade urgente de profissionalização na atuação dos síndicos. De acordo com o levantamento, mais de 500 mil pessoas trabalham no segmento condominial, demonstrando o crescimento contínuo do mercado.

Remuneração ainda distante das responsabilidades

O estudo aponta que o salário médio do síndico no Brasil é de R$ 1.520, valor que considera moradores, síndicos profissionais, gestores contratados via CLT e também aqueles que atuam de forma informal. Nos estados com maior número de condomínios, os números variam de maneira significativa:

  • Rio de Janeiro: R$ 2.115
  • São Paulo: R$ 1.311
  • Minas Gerais: R$ 1.189
  • Rio Grande do Sul: R$ 1.286
  • Santa Catarina: R$ 1.923
  • Paraná: R$ 1.469
  • Bahia: R$ 2.381

Para Léo Mack, cofundador e Diretor de Operações da uCondo, a disparidade entre a remuneração e as responsabilidades é evidente.

“A função de síndico é pouco valorizada no mercado, apesar da responsabilidade administrativa, financeira e jurídica que recai sobre quem ocupa o cargo”afirma.

Ele reforça ainda que a capacitação é um caminho necessário:

“A especialização, por meio de cursos de gestão, finanças e legislação, pode ser uma boa saída para elevar a qualidade dos candidatos e criar argumentos concretos para a revisão da remuneração, além de ser uma solução para elevar também os serviços prestados.”

Chamados, conflitos e rotina de gestão

O Censo mostra que, somente em 2025, os condomínios que utilizam a uCondo registraram mais de 308 mil chamados, revelando o volume e a complexidade da operação condominial.

As principais demandas são:

  • Solicitações administrativas: 92.931
  • Reclamações: 86.317
  • Manutenção de áreas comuns: 84.643
  • Dúvidas gerais: 27.327

A categoria de ocorrências envolvendo animais de estimação também chama atenção, com 1.832 registros, sendo 844 relacionados a barulho, 486 a higiene, 332 à presença em áreas restritas e 170 a comportamentos inadequados.

Segundo Mack, a base para reduzir conflitos é um regimento interno atualizado e objetivo.

“Onde não há regra clara, há espaço para conflito. É preciso pensar em uma gestão preventiva”, orienta.

A distribuição dos condomínios pelo país

O Censo aponta que o Brasil possui 327.248 condomínios, que abrigam cerca de 39 milhões de moradores. A maior concentração está no Sudeste (55%), seguido pelo Sul (26%), Nordeste (13%), Centro-Oeste (5%) e Norte (1%).

Os estados com maior número de condomínios são:

  1. São Paulo – 81.442
  2. Minas Gerais – 51.120
  3. Rio de Janeiro – 39.569
  4. Rio Grande do Sul – 36.899
  5. Santa Catarina – 25.574
  6. Paraná – 21.830
  7. Bahia – 10.198

Do outro lado da lista, estados como Amapá (87), Acre (82) e Roraima (35) apresentam números bem mais tímidos.

Taxas e inadimplência em alta

O Censo também destaca um movimento que preocupa síndicos e administradoras: o aumento da taxa condominial e o crescimento da inadimplência.

A taxa média nacional passou de R$ 413 em 2022 para R$ 516 em 2025, um avanço de 24,9%.

Já a inadimplência acima de 30 dias atingiu 
11,95% no 1º semestre de 2025, o maior índice do período analisado.

Para Mack, o cenário exige mais precisão no planejamento.

“Isso pede, por parte da gestão, um planejamento orçamentário mais fino, a revisão de contratos de serviços e o reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos”, avalia.

A presença crescente dos pets

O Brasil é atualmente o 3º país com mais animais de estimação no mundo, com média de 2,3 pets por residência. Dentro dos condomínios, o levantamento da uCondo revela que 1 em cada 10 apartamentos possui um animal cadastrado.

Entre os quase 39 mil pets registrados:

  • Cães: 66,4%
  • Gatos: 30,9%
  • Aves, roedores, coelhos e até primatas completam a lista.

A convivência saudável depende de regras claras.

“A presença crescente de animais nos condomínios pede que a convivência seja organizada; não há mais como proibi-los”, destaca Mack.

Fonte: Condomínio Interativo

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